Segunda-feira, 16 de Maio de 2005

O CARPE DIEM DA LABUTA DIÁRIA

O Alfinete de Peito depois de se infiltrar no mundo do trabalho explica como este se processa. Arsénio Silva de 55 anos foi a nossa cobaia. Arsénio é funcionário de um departamento qualquer de uma Multinacional Tal, daquelas que despedem aos milhares.

Toda a gente critíca o funcionalismo público, este artigo é o testemunho vivo que o que se passa nas empresas de renome da nossa praça (sector privado), não é única e exclusivamente calanzisse do sector público.

Acompanhámos Arsénio na sua labuta diária:

9 H – Hora de Entrada. Pico o ponto e vou tomar uma bica cheia com um pastel de nata ao café “Princesa”, que fica a apenas 750 metros.

9.45 H – Regresso exausto do café e com uma queimadura na língua (bolas, que a bica estava bem escaldada). Mal me sento, o Manel (meu colega de serviço) diz-me “Tou cheio de larica pah, ainda não tomei o pequeno-almoço. Epá, fazes-me companhia?? Vamos até à Princesa.” Parecia que tinha molas nos pés, levanto-me num ápice e sigo-o.

10.30 H – Mal posso das pernas. Já fiz uma bolha no pé, e como se já não bastassem as dores, tou com cãimbras na língua de tanto falar.

10.45 H – Tou aflito. Dirijo-me à casa de banho para mudar a água às azeitonas e para fumar o meu SG Ventil.

11 H – Finalmente consigo concentrar-me naquilo que é realmente importante…folheio entusiasticamente o Jornal “A Bola”. Já tenho assunto para o almoço.

11.30 H – Telefono ao Leopoldo dos Recursos Humanos para perguntar onde é que a malta almoça hoje. Estou com uma larica do caraças. Mamava bem um choquinho frito e um branco fresquinho.

12 H – Sinto-me inspirado! Estou com a ligeira impressão que vou fazer algo de útil. Vou preencher o totoloto...ligo para a Gina da Contabilidade para saber a chave, pode ser que me saia o Jackpot logo à noite.

12.30 H – Aperalto-me todo e junto-me à malta no hall de entrada. Enquanto esperamos pelos demais, trocamos uns bitaites até a hora do almoço (irra que tenho o estômago a roncar de tanta fomeca, o choquinho já cá canta).

PAUSA PARA ALMOÇO

14.30 H – Após um almoço bem regado, regresso ao local de trabalho. Estou cheio, aproveito para palitar os dentes e fumar mais um cigarrito antes de me sentar.

14.45 H – Telefona-me a minha mulher, tento despachá-la afirmando que “Agora não pode ser que isto hoje está um caos!

15 H – O sacana do choco está a dar cabo de mim, vou mas é ao bar beber uma água com gás e por a conversa em dia. Pera aí, antes vou mas é tomar uma jola à “Princesa”, que a cerveja também tem gás, deve fazer bem ao estômago e sempre sabe melhor.

15:45 H – Mas que bem que me soube aquela jola, e aqueles tremoços eram “daqui”. É boa hora de aprofundar a “cóltura”, vou à internet ver as últimas da UEFA.

16:30 H – Tá-me é a dar a soneca. É melhor ir lá abaixo tomar a bica que o trabalho desgasta-me o neurónio.

17:30 H – Ala que se faz tarde, o glorioso joga às 19h e ainda há que ir ter ca malta ao Clube Recreativo “Futebol Clube do Pouco ou Nada se Faz”. O que me vai saber pela vida são as belas caracoletas guisadas do xôr Tó com um tintol.

 
Uma criança descompensada com a síndrome do trabalho

 

Pensamento do Dia:

“Os que ganham muito, trabalham pouco. Os que ganham pouco, pouco mais trabalham. Se os que trabalham pouco ganhassem metade do que ganham, não trabalhavam nem metade do que trabalham. Se os que ganham pouco, ganhassem mais metade do que ganham não trabalhavam nem metade da metade a mais por isso.”
 

 
Ass: Grizo, Kozmix, Mercador

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